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30 de agosto de 2013

Perspectiva

A linha descreve um espiral de acordo com a ótica que é dada pela ilusão.
Mas os sentidos vão na contramão, fugindo à razão.
O traço guia o círculo,
Mas talvez você apenas enxergue um ponto.
Projetada num canto (tão distante…) a luz é formada.
Refletida, distorcida, impedida…
Vista de dentro pra fora, impelida.
Amarrada aos seus pés, pisada.
Num salto, é libertada.

   O que você vê? Qual é a sua lógica? Onde você está? Onde você se encontra?

   Num dado momento do tempo e do espaço o desafio nos alcança, algo bem maior do quê gostaríamos de imaginar, o desafio de encarar o outro. O que ele sente, enxerga, fala, ouve... é dele. E qual é o seu papel diante disso, além de respeitar as fronteiras dos "Eus"?
   Projetado num canto o pensamento é criado, no real é distorcido, pelo outro é ignorado, amarrado. As algemas da liberdade agem como um troféu na mente, aquilo que eu não sou diz respeito ao que sou quando penso, até mesmo antes do pensamento ou ideia tomar forma. Num salto é libertado, salto alegórico, representante psico-espiritual, determinante para a nossa liberdade emocional diante do "estar no mundo".

   Quais são as amarras que prendem o nosso corpo à algo extremamente material, longe da ideia de se encontrar no mundo como um ser pensante capaz de dominar as ditas algemas da liberdade?

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